ADE

O ADE é um óleo injetável de uso veterinário, composto pelas vitaminas A, D e E, e utilizado no combate a carências dessas, e na prevenção de infecções em animais. O ADE apresenta uma característica e veículo oleoso, devido conter proteínas lipossolúveis, todavia, isso acabou estimulando alguns energúmenos a utilizá-lo como alternativa ao uso de Esteroides Anabolizantes.

Entretanto, embora o ADE seja um composto de vitaminas, não é indicado para o uso humano, e apesar dele “aumentar” o volume local de um segmento, não pode ser considerado um esteroide anabolizante, uma vez que o tal medicamento não ajuda no desenvolvimento das fibras e/ou a força muscular.

Infelizmente, nos dias de hoje o consumo desta substância perigosíssima, vem crescendo de forma avassaladora entre os praticantes de musculação, modelos e celebridades, ou outros que usam seu corpo como ferramenta para angariar ibope, e ou espaço na mídia.  

Porém, o ADE quando aplicado diretamente na musculatura humana, o mesmo provoca uma grave e rápida inflamação no local, aumentando significativamente o volume da região aplicada. No entanto, aquele aumento que ocorreu no segmento afetado, nada tem haver com ganho de massa muscular (hipertrofia), mas sim, com processos inflamatórios que trazem sérios riscos para a saúde das pessoas, como paralisia muscular, gangrena, e até mesmo infarto e/ou parada cardiorrespiratória.

ADE é um Esteroide Anabolizante?

Fica fácil entender que não, haja vista que os esteroides anabolizantes, são formas sintéticas de hormônios que ajudam no crescimento e recuperação muscular, e também no aumento de força e desempenho esportivo. Em contrapartida, o vilão ADE não contribui para o desenvolvimento de nenhuma dessas valências, sendo responsável apenas por uma inflamação localizada, que envolve substâncias dentro dos fascículos das fibras musculares, e com isso aumentando o “volume” do local aplicado.

Riscos do uso do ADE

Paralisia Muscular: uma vez que o medicamento for injetado de maneira errônea, a agulha pode atingir alguma distribuição de nervos provocando definitivamente uma paralisia dos músculos afetados;

Infecções e Abscessos: durante a aplicação pode gerar infecções nas regiões aplicas, e não obstante, podendo gerar abscessos e/ou necroses: que seria um estado de morte do organismo vivo dos tecidos afetados;

Parada Cardiorrespiratória: se por ventura, durante o momento da aplicação, a substância atinja alguma vascularização (veia ou artéria), poderá provocar instantaneamente uma parada cardiorrespiratória e levar a morte.

Portanto, não queira ultrapassar os limites do organismo humano, treine e alimente-se de forma adequada que irá chegar a seus objetivos de forma saudável, afirma o Fisiologista do Exercício Prof. José Nunes